Blog do Jorge Amorim

BARRA DO CHOÇA: Caminhada “Setembro Amarelo” reforça políticas públicas em favor da vida

O que significa o silêncio? Muitas respostas para essa pergunta foram respondidas na caminhada “Eu acredito na vida”, promovida pelas secretarias de Assistência Social e de Saúde, na manhã desta sexta-feira, 24, em Barra do Choça.

O evento faz parte das comemorações ao Setembro Amarelo, campanha que objetiva discutir a prevenção de doenças mentais que podem levar ao suicídio.

Entidades, como o Centro de Atenção Psicossocial (Caps), Conselho Tutelar, Centro de Referência em Assistência Social (Cras) e Centro de Referencia Especial em Assistência Social (Creas), discutiram o assunto por algumas ruas do Centro e do bairro Ouro Verde.A coordenadora do Caps, Ana Lúcia Trindade, levou mensagens de incentivo, buscando encorajar os que estão passando por problemas psíquicos a não se calarem e buscar ajuda. E esse acompanhamento está disponível em instituições como o Caps, Creas, Cras e outros equipamentos públicos.

De acordo com o psicólogo Felipe Cardoso, 12 mil pessoas tiram as próprias vidas todos anos no Brasil. “Essa caminhada não é para falar de morte mas sim da vida”, disse o profissional.

Felipe se referiu às doenças mentais como patologias silenciosas que, se descobertas e tratadas por profissionais capacitados, podem ser curadas e o paciente viver normalmente e feliz.

No Caps, os pacientes encontram nos profissionais um amigo a quem se pode confiar e são tratados com muito carinho nestes lugares. “Uma conversa. Um almoço em família ou com amigos. Um simples estou aqui pode salvar uma vida”, dizia a coordenadora do Creas Ariadne Rocha, durante todo o percurso.

“Seu animal de estimação depende de você. Escute a sua música favorita mais uma vez. Aprecie a beleza da lua. O barulho da chuva”, completou. As frases proferidas pela servidora Ariadne tinham destino certo: tocar o coração daqueles que pensam ou já pensaram em ceifar a própria vida.

Com direito a música e muita oração, a mensagem de ajuda estava clara em todas as falas e orações. “Estamos na rua te oferecendo ajuda. Converse com seus familiares, com seus professores ou com seu líder religioso. Mas não se cale”, frisava a assistente social Ana Lúcia, deixando clara a importância de o paciente se manter vivo.

Uma parada estratégica na frente da Prefeitura e da Câmara de Vereadores simbolizou um pedido para que mais políticas públicas sejam garantidas no sentido de preservar a vida.

“Vinde a mim. Essa passagem bíblica deixa claro que Jesus ofereceu e oferece ajuda”, concluiu o secretário Municipal de Assistência Social, Flávio Amorim, que defendeu a vida como prioridade em qualquer governo. Ascom/PMBC


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