Blog do Jorge Amorim

Após 6 anos, Brasil volta à marca de 14 milhões de famílias na miséria

Cadastro do governo federal aponta quase 40 milhões de brasileiros em situação vulnerável. Na foto, moradores da maior favela de Maceió - Beto Macário/UOL

O número de famílias em extrema pobreza cadastradas no CadÚnico (Cadastro Único para programas sociais do governo federal) superou a casa de 14 milhões e alcançou o maior número desde o final de 2014. Segundo dados do Ministério da Cidadania, o total de pessoas na miséria no Brasil hoje equivale a cerca de 39,9 milhões de pessoas. São consideradas famílias de baixa renda aquelas que têm renda de até R$ 89 por pessoa (renda per capita).

Além das famílias na miséria, havia em outubro outras 2.8 milhões de famílias em situação de pobreza, com renda per capta média de moradores entre R$ 90 e R$ 178. Os dados do cadastro são atualizados constantemente pelos seus integrantes e refletem as mudanças na condição de vida no pais. Ele serve para que o governo saiba a renda das famílias e pague um valor complementar para superação da extrema pobreza no valor de R$ 41 a R$ 205 caso a família esteja inscrita e aprovada no Bolsa Família.

*UOL

Durante o governo Bolsonaro, por exemplo, o numero de famílias cadastradas em extrema pobreza saltou em 1.3 milhão (eram 12.7 milhões em dezembro de 2018, ultimo mês do governo de Michel Temer). Para este mês, a tendência é que a pobreza cresça no pais com o fim de auxilio emergencial e outros programas que auxiliaram pessoas, entes e empresas por conta da pandemia.

Segundo os dados mais atualizados do Bolsa Família, em novembro eram 14,5 milhões de famílias aptas e aprovadas no programa. A média do valor pago naquele mês foi de R$ 329,19. Agora, com o fim do auxilio emergencial (com valores que variaram de RS 300 a RS 1 200 por mês), essa média vai baixar para R$ 190, como era antes da pandemia.


Curta e Compartilhe.


Leia Também