Jovem atropelada por motorista embriagado é enterrada sob protestos: ‘Que a justiça seja feita’, diz tio da vítima


Estudante morta após ser atropelada em Vitória da Conquista, foi enterrada hoje (9)

O enterro da jovem de 18 anos que foi atropelada por um motorista embriagado, na cidade de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, foi marcado por protesto de amigos e familiares no fim da manhã desta segunda-feira (9). “Que a justiça seja feita, é o que nós esperamos”, disse Alex Alves, tio da vítima.

Raíssa Alves Ferreira voltava de uma festa com os amigos quando foi atropelada por um carro em alta velocidade. Familiares e amigos da vítima acompanharam o enterro muito abalados e seguravam cartazes com homenagens escritas.

Desde quando o velório começou no domingo (8) à tarde, até a hora do enterro nesta segunda, a mãe de Raíssa não havia saído de perto do caixão. “Ela era uma menina muito especial para mim, muito carinhosa, cativante, vai fazer falta, muita falta”, disse Arícia Ferreira, amiga de Raíssa.

Jovem de 18 anos morre após ser atropelada em Vitória da Conquista; condutor foi presoSegundo Arícia, a amiga estava feliz porque tinha acabado de passar no curso de pedagogia na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). O namorado de Raíssa, Manoel Costa, contou bastante emocionado como o acidente aconteceu.

“Fomos caminhando para pegar um ônibus ou Uber, porque na festa não estávamos conseguindo pedir pelo aplicativo, por conta do sinal. A partir do momento que eu me distanciei 10 metros dela acontece uma tragédia dessa, passa um carro perdendo o controle pela gente e acerta ela. É inexplicável o sentimento que tem por isso, imprudência de uma pessoa”, contou Manoel.

O tio da vítima chegou a encontrar na delegacia o motorista que atropelou a menina. “Aproximei dele e fiz a pergunta para ele se ele tinha noção do que tinha feito. Ele simplesmente virou para mim e falou que não. Eu dirigi a ele e fiz outra pergunta, você matou uma criança de 18 anos com o futuro todo pela frente. Ele virou para mim e falou que foi sem querer”, disse o tio.

O Colégio da Polícia Militar (CPM), onde a vítima estudou, emitiu uma nota de pesar nas redes sociais e o tenente coronel Antônio Roberto Pereira Braga, que foi diretor do CPM, esteve no velório para prestar solidariedade à família. G1