Tsunami da educação toma escolas e ruas do país e causa confusão no governo


O dia nacional de greve na educação, neste 15 de maio, começou com paralisações em escolas e promessas de manifestações em dezenas de cidades pelo país todo. O movimento teve apoio de trabalhadores no setor de ensino, além de professores, pesquisadores, alunos e pais de alunos. A tag #TsunamiDaEducação já se posiciona no topo do Twitter.

A expectativa de que a primeira grande greve nacional sob o governo de Jair Bolsonaro se confirme em uma das maiores mobilizações do setor na história do país levou o Palácio do Planalto a baterem cabeça ontem. Na Câmara, com votos contrários apenas de deputados do PSL e do Novo, os parlamentares aprovaram requerimento de Orlando Silva (PCdoB-SP) convocando o ministro da Educação Abraham Weintraub para dar explicações sobre a política de cortes e sua conduta movida a rancor ideológico contra as universidades federais.

Enquanto isso, o líder do governo na Câmara, Delegado Waldir (PSL-GO), revelou que, durante reunião com Bolsonaro, acompanhado de vários colegas deputados, o presidente teria telefonado para o ministro da Educação para pedir a suspensão dos cortes. A notícia acabou sendo negada por ordem da Casa Civil. Teria sido mais um recuo de um recuo na curta história desde governo.

Mas o deputado Capitão Wagner (Pros-CE), aliado de Bolsonaro e que esteva presente à reunião de onde partiu o telefonema, foi à tribuna e desmentiu o desmentido: “Quem criou o boato? Foi o governo, que voltou atrás e depois voltou atrás de novo. Recuou duas vezes. Ou ministro está mentindo, ou o presidente não ligou para ele. Será que o presidente forjou a ligação na nossa frente?”

Fonte: Carta Maior