Quatro são presos suspeitos de matar dirigente do MST em 2013; fazendeiro e comerciante estão entre envolvidos


Polícia afirma que a defesa da reforma agrária na região de Iguaí, sudoeste da Bahia, foi a motivação do crime. Dois suspeitos ainda estão foragidos.

Líder do MST foi morto em 2013 (Foto: Divulgação/TV Globo)Quatro suspeitos de envolvimento na morte de um dos dirigentes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) em Iguaí, cidade no sudoeste da Bahia, em abril de 2013, foram presos na manhã de quarta-feira (11), em Vitória da Conquista, também no sudoeste baiano.

Segundo informações da Polícia Civil, os suspeitos mataram Fábio Santos por causa da atuação dele em defesa da reforma agrária na região.

De acordo com a Polícia Civil, o fazendeiro Délcio Nunes Santos, o comerciante Márcio Fabiano Cunha Borges e os vaqueiros Arenaldo Novais da Silva e Neuton Muniz da Silva foram apontados como mandantes e executores do crime. Eles participavam de um grupo de criminosos composto por fazendeiros e pistoleiros da região de Iguaí, Ibicuí e Nova Canaã. Os quatro presos foram encaminhados para o Conjunto Penal de Vitória da Conquista.

Vítima estava no carro com a mulher e a filha quando foi atacada (Foto: Divulgação/TV Globo)

Welder Leonardo Gusmão Amaral e Ricardo Neves de Oliveira, também tiveram a prisão decretada por estarem envolvidos na morte do militante, mas estão foragidos e continuam sendo procurados pela polícia.

De acordo com o MST, foram feitas vigílias em fóruns municipais, marchas e ocupações em toda Bahia com o objetivo de pressionar a justiça por respostas. A direção do Movimento no estado destaca que seguirá cobrando os órgãos competentes até que todos os responsáveis pela morte de Fábio sejam presos.G1

Fábio dos Santos Silva estava dentro de um carro, junto com a mulher e a filha, quando foi abordado por, pelo menos, um homem a bordo de uma motocicleta, que efetuou os disparos.

De acordo com uma testemunha, a vítima foi atingida com cerca de 15 tiros por todo o corpo. Os disparos não atingiram a mulher e a criança.

À época do crime, o MST informou que o dirigente já havia sido ameaçado antes da morte. Ainda de acordo com o MST, Fábio era professor, e já tinha sido candidato a vereador pelo Partido dos Trabalhadores (PT).