Tema da redação do Enem 2017 fala sobre a educação de surdos no Brasil


Tema da prova de redação foi divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) no início da tarde deste domingo (5).

Tema da redação do Enem 2017 foi 'Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil' (Foto: Reprodução/Twitter)

Tema da redação do Enem 2017 foi ‘Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil’ (Foto: Reprodução/Twitter)

O tema da redação do Enem 2017 é “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil”. O tema foi divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) no início da tarde deste domingo (5). A forma de correção da redação foi alvo de polêmica: após ter recurso negado no STF, MEC diz que acata decisão e que não vai anular redação contrária aos direitos humanos.

A prova teve quatro textos motivadores diferentes. Um deles incluiu dados sobre o número de alunos surdos na educação básica entre 2010 e 2016. Outro apresentou um trecho da Constituição Federal afirmando que todos têm direito à educação. Um terceiro mostrou aos candidatos uma lei de 2002, que determinou que a linguagem brasileira de sinais (Libras) se tornasse a segunda língua oficial do Brasil.

Além disso, um anúncio do Ministério Público do Trabalho que, segundo o site do MPT, foi publicado em 2010, abordou um quarto aspecto da questão: o fato de surdos seguirem excluídos por causa do preconceito, mesmo que tenham a formação educacional necessária para entrar no mercado de trabalho.

Anúncio veiculado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) faz campanha para combater o preconceito contra os surdos no mercado de trabalho (Foto: Reprodução/Minitério Público do Trabalho)

Anúncio veiculado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) faz campanha para combater o preconceito contra os surdos no mercado de trabalho (Foto: Reprodução/Minitério Público do Trabalho)

Tema pode surpreender candidatos

Ouvidos pelo G1especialistas em educação de surdos sugerem argumentos para o texto. professor Everton Pessôa de Oliveira, tradutor-intérprete de Libras-português, entre outros pontos, lembra que há escolas particulares que negam a matrícula de crianças surdas ou cobram taxas extras da família para que seja contratado um professor bilíngue ou intérprete.

A colunista do G1, Andrea Ramal, escreveu uma redação modelo sobre o tema logo após o Inep divulgar o tema (leia a redação modelo). *G1